Cozinhas comunitárias do Programa Prato Gaúcho já estão em atividade em 28 municípios

Por:Redação Gazeta Gaúcha

PortalGZ1.com.br

Porto Alegre-RS

Foto:Brayan Martins

 

Equipamentos promovem segurança alimentar e nutricional com oferta gratuita de refeições à população em vulnerabilidade social

 

O Programa Prato Gaúcho (PPG), coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), vem promovendo a segurança alimentar e nutricional em diversas regiões do Estado. Com investimento global de R$ 10,3 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), a iniciativa é voltada à implantação de cozinhas comunitárias para oferta gratuita de refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Até o momento, o PPG já soma 28 unidades em funcionamento, com previsão de novas inaugurações até o fim de 2026.

“Esse é um programa que amplia nosso apoio aos municípios e fortalece a rede de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, para que mais famílias em vulnerabilidade social tenham acesso a refeições adequadas. É um importante avanço nas políticas de combate à fome, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população gaúcha”, afirmou o titular da Sedes, Gustavo Saldanha.

Ao todo, 37 cidades atingidas pelas chuvas intensas de abril e maio de 2024 serão beneficiadas pelo PPG. Essa é a primeira vez que uma iniciativa do Executivo estadual prevê repasse específico para apoio ao custeio da alimentação ofertada, além de recursos destinados à implantação de cozinhas comunitárias. Dessa forma, o governo gaúcho assegura a quantidade mínima de 12 mil refeições servidas por cada equipamento público durante o período de conveniamento do programa.

  • Cozinhas comunitárias do PPG em atividade 
  • Lista de municípios participantes do PPG

Modalidades 

O PPG possui duas modalidades de implantação de cozinha comunitária: com refeitório no local e com a alimentação disponibilizada em viandas retornáveis, fornecidas pela própria cozinha. Na modalidade que conta com espaço de refeitório, 12 cidades foram contempladas com o repasse de R$ 308 mil. Já na modalidade que prevê as refeições oferecidas em viandas retornáveis, 25 prefeituras receberam R$ 264 mil cada. Todos os municípios beneficiados tiveram que apresentar valor de contrapartida para a implantação, bem como para o custeio do equipamento público.

“O Prato Gaúcho veio para iniciar o nosso trabalho no combate à insegurança alimentar. Era um planejamento que nós tínhamos, de construir uma política para o enfrentamento dessa questão e, com a chegada do programa, nós conseguimos concretizar isso, levando o alimento até as famílias que mais precisam”, contou a titular da Secretaria de Desenvolvimento Social do município de Nova Santa Rita, Solange Laubine.

Além de promover a segurança alimentar e nutricional, uma das metas adicionais do PPG é que as cozinhas comunitárias se constituam em espaços de inclusão dos usuários, a partir do compartilhamento de informações sobre o acesso a outros serviços públicos.

Refeições saudáveis e nutritivas 

O PPG conta com um manual técnico próprio que estipula normas para o serviço de alimentação prestado, assegurando a qualidade das refeições no âmbito da iniciativa. Com isso, o programa visa, além de garantir a segurança alimentar, promover a segurança nutricional do público atendido, com a oferta de gêneros alimentícios variados e saudáveis.

“O cardápio é feito para fornecer todos os nutrientes essenciais para a saúde das pessoas que recebem a refeição, contendo proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras”, explicou a nutricionista da unidade do PPG em Tramandaí, Iracita Rech. Ela comentou ainda sobre a dificuldade de acesso a certos tipos de alimentos por parte dos beneficiários. “Eles relatam que, normalmente, o mais difícil é adquirir a proteína para toda a família, porque custa mais caro. Então, as pessoas ingerem muito menos. E aqui na cozinha elas sabem que sempre terão uma refeição completa”, contou Rech.

Morador de Tramandaí, João dos Reis trabalha com reciclagem e ressalta a importância da nova cozinha comunitária no seu dia a dia, bem como a qualidade do serviço ofertado. “Isso [a cozinha] me ajuda muito. Lá em casa, são 16 pessoas beneficiadas. E aí vêm aqui, comidinha boa, limpa, muito bem servida. Eles atendem muito bem a gente. Então, a gente fica muito feliz. Isso aqui é um negócio muito bom, muito bem inventado”, comemorou Reis.

Equipamentos públicos resilientes

De acordo com as normas do PPG, a escolha do local de implantação da cozinha comunitária precisa considerar as áreas de risco de inundação ou deslizamento no município, com base no Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP-RS), assim como a presença de adequada infraestrutura da rede pública de abastecimento de água e de luz.

O programa estabelece ainda que cada cozinha deve dispor de um gerador de energia elétrica e de um reservatório de água. O objetivo da medida é construir uma rede de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional resilientes, que permita a oferta de refeições mesmo em caso de interrupção temporária do fornecimento de água e de luz – cenário muito comum após a ocorrência de um evento meteorológico extremo.

“Quando acontece um evento climático, nossa maior preocupação é a luz e a água, para podermos oferecer o básico às famílias atingidas – como alimentação, roupas e serviços de saúde. Então, quando temos já um equipamento que está preparado para qualquer imprevisto, isso nos garante um atendimento de qualidade na ponta”, destacou a titular da Secretaria de Assistência Social e Trabalho do município de Guaíba, Elisangela da Silva.

Plano Rio Grande 

O Plano Rio Grande é um programa de Estado liderado pelo governador Eduardo Leite e criado proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.Com informações do Palácio Piratini

 

 

 

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