Por Redação Gazeta Gaúcha
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Brasília DF
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Documento apresentado ao TSE prevê divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos oito anos do presidente e de familiares; iniciativa depende de medida equivalente do adversário.


Documento apresentado ao TSE prevê divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos oito anos do presidente e de familiares; iniciativa depende de medida equivalente do adversário. Foto: Reprodução

Divulgação depende de autorização de Flávio Bolsonaro
A petição condiciona a divulgação pública dos dados de Lula à adoção de uma medida equivalente por Flávio Bolsonaro. O pedido inclui informações do senador, do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da mãe, Rogéria Bolsonaro, dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro e da esposa, Fernanda Antunes.
O documento solicita que as informações sejam disponibilizadas no sistema DivulgaCandContas ou em outra plataforma de acesso público. A proposta também prevê a abertura de dados de empresas e contas bancárias nas quais os candidatos sejam sócios, administradores ou responsáveis financeiros.
Até a publicação da reportagem original, Flávio não havia confirmado se autorizaria a divulgação dos próprios dados e dos familiares incluídos no pedido. O senador havia declarado anteriormente que não tinha “absolutamente nada a esconder”.
Pedido inclui empresas ligadas aos candidatos
No caso de Lula, a petição menciona a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., empresa fundada em 2011 com o empresário Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.
Para Flávio Bolsonaro, o documento cita o escritório individual de advocacia do senador e as empresas All In One Corretora de Seguros, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, Bolsonaro Digital e Alcazar Holdings.
A Alcazar é uma empresa offshore registrada na Ilha da Madeira, em Portugal. Informações divulgadas pela imprensa a partir de investigações da Polícia Federal apontam que Flávio teria figurado como usuário master de uma conta bancária vinculada à empresa, administrada pelo advogado Willer Tomaz. Flávio e Willer negam ser sócios.
Ao defender a abertura dos sigilos, Lula afirmou que decidiu incluir os cinco filhos para responder a acusações e especulações sobre sua família. O presidente sustenta que a divulgação das informações permitiria aos eleitores avaliar a situação financeira dos candidatos e de seus parentes.
A iniciativa ocorre na reta final da campanha presidencial, marcada por ataques e acusações entre os dois concorrentes. O segundo turno ocorre no domingo, dia 25. Com informações TVT News.

