Arquitetura moderna priorizou a funcionalidade nas escolas edificadas pelo Estado, entre as décadas de 1950 e 1970
Por: Redação Gazeta Gaúcha
Portal GZ1.com.br
Porto Alegre -RS
Foto: Laiz Flores
Tendência inclinou-se para construções espaçosas, arejadas e com foco em uma linguagem arquitetônica brasileira
As décadas de 1950 e 1970 foram marcadas pela arquitetura moderna brasileira, e isso refletiu nas edificações escolares. O movimento surgiu na Europa, mas ganhou ares locais: buscava-se romper com padrões históricos e criar uma linguagem própria do Brasil.
Houve muita influência das ideias de Anísio Teixeira, importante educador brasileiro e Patrono da Escola Pública Brasileira. As escolas, para ele, deveriam se basear nas propostas educacionais, primar pela funcionalidade e ter espaços otimizados.
- Brizoletas foram projeto audacioso que revolucionou a expansão escolar pelo Rio Grande do Sul
- Prédios escolares dos anos Vargas buscavam fortalecer o patriotismo em meio à modernização da forma e dos materiais
Naquele momento, pretendia-se criar prédios adequados ao clima tropical. Para isso, valorizou-se a integração com a paisagem e o uso de áreas abertas, jardins e ventilação natural. As escolas eram divididas em blocos individualizados, mas que formavam um conjunto coeso e não tinham divisões internas rígidas, favorecendo adaptações. Entre eles, espaços de circulação arejados, com vãos amplos.
- Seguindo influência europeia, primeiros prédios escolares do Rio Grande do Sul valorizam edificações monumentais
- Evolução da arquitetura escolar acompanhou os ideais de ensino ao longo dos anos
Pilotis e brises
Na maioria das vezes, as estruturas de concreto armado, vidro e aço eram deixadas visíveis. Evitava-se o uso de ornamentos, incluindo referências políticas ou históricas. Havia decoração, porém, valorizando-se a criação de painéis e murais que ressaltassem a arte brasileira. Eram características a adoção de pilotis (colunas ou pilares que sustentam o edifício e deixam o térreo livre) e de brises (recursos arquitetônicos para controlar a incidência direta do sol e reduzir o calor excessivo).
- Investimentos do governo Eduardo Leite ampliam restauração de escolas históricas em várias regiões do Estado
-
Governo Leite investe mais de R$ 621 milhões em obras escolares desde 2023
-
Investimento médio por obra em escolas salta de R$ 285 mil para R$ 1,2 milhão no governo Leite
Em Porto Alegre, um prédio bem característico da arquitetura moderna é o da Escola Estadual de Ensino Fundamental Uruguai. Instalada em meio ao Parque Moinhos de Vento, o Parcão, o edifício tem linhas retas e simples, com a estrutura de concreto e tijolos visível. Conta, ainda, com decoração artística, com pastilhas de vidro coloridas.
-
Governo do Estado investiu mais de meio bilhão de reais em obras escolares desde 2019
-
Mais de 53% das escolas estaduais iniciam 2026 com salas de aula climatizadas
-
Governo alcança a marca de 500 obras em escolas concluídas desde 2023.Com informações do Palácio Piratini.


