Plano de Transição Energética Justa das regiões carboníferas orienta futuro sustentável no Rio Grande do Sul

Por:Redação Gazeta Gaúcha

PortalGZ1.com.br

Porto Alegre-RS

Foto:Igor de Almeida

 

Iniciativa integra o Proclima 2050 e busca reduzir o uso do carvão e proteger trabalhadores

 

O Governo do Rio Grande do Sul deu mais um passo na agenda de descarbonização ao lançar, na última quinta-feira (18/6), o Plano de Transição Energética Justa (PTEJ-RS) para as regiões carboníferas do Estado. Coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a iniciativa estabelece diretrizes para a redução gradual do uso do carvão mineral como fonte energética nas usinas termelétricas do RS, promovendo uma mudança estruturada para uma economia de baixo carbono com inclusão social e desenvolvimento regional.

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O plano, lançado pelo governador Eduardo Leite tem como premissa garantir que os impactos da transição energética sejam conduzidos de forma equitativa, assegurando que trabalhadores, comunidades e grupos vulneráveis não sejam prejudicados. A proposta segue o princípio de “não deixar ninguém para trás”, alinhando sustentabilidade ambiental, justiça social e crescimento econômico.

Construção participativa e foco social

A elaboração do PTEJ-RS foi conduzida pelo consórcio WayCarbon – Centro Brasil no Clima, com investimento de R$ 2,5 milhões e duração de 14 meses. O processo ocorreu de forma participativa, com escuta ativa nas regiões da Campanha e do Baixo Jacuí, diretamente impactadas pela atividade carbonífera. Missões técnicas, reuniões públicas e consultas abertas envolveram prefeituras, setor produtivo, sindicatos e sociedade civil.

A fotografia em plano geral e ângulo diagonal registra uma apresentação institucional em um salão solene governamental. O título do arquivo identifica o contexto como o momento de uma iniciativa para o horizonte temporal de 2050, sob o nome **"Iniciativa busca reduzir uso do carvão, proteger trabalhadores e impulsionar nova economia sustentável até 2050.jpg"**.

### **O Orador e as Autoridades**

* **O Pronunciamento:** No lado esquerdo da imagem, o governador do estado está em pé, voltado ligeiramente para a direita em direção ao telão, enquanto fala ao microfone que segura com a mão direita. Ele veste um blazer escuro sobre um suéter azul-marinho, camisa social clara e calça escura. O governador está posicionado logo atrás de um púlpito de acrílico transparente que exibe um logotipo colorido do estado.
* **Acompanhante e Apoio:**
* À direita do orador, uma mulher de óculos de grau acompanha a apresentação atenta. Ela veste uma blusa marrom com sutil transparência nas mangas e calça comprida escura, mantendo as mãos cruzadas à frente do corpo.
* Mais à esquerda, ao fundo e atrás do púlpito, um homem de terno escuro e gravata verde-clara observa o pronunciamento.

### **O Painel Digital e Conteúdo**

No lado direito da composição, destaca-se uma grande tela digital de LED com fundo em tons de verde e branco, exibindo a estrutura de uma iniciativa climática:

* **Logotipo Central:** No centro do slide, há um grande círculo branco que destaca a marca **"FÓRUM GAÚCHO DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS"** encimada por grafismos coloridos.
* **Tópicos e Diretrizes:** O slide está organizado em blocos textuais informativos com caixas de subtítulos como "Legitimidade do Fórum", "Composição e estrutura", "Câmaras Técnicas PLAC-RS" e diretrizes na base inferior que incluem os termos **"DIÁLOGO"**, **"INTEGRAÇÃO"** e **"TRANSPARÊNCIA"**.

### **O Ambiente e Cenografia**

* **Cenário:** O evento ocorre sobre um piso de madeira nobre polida com paginação em padrões geométricos detalhados (parquet). As paredes ao fundo apresentam detalhes de arquitetura clássica em tons de bege e verde-claro, decoradas com duas arandelas clássicas de iluminação acesas. Uma grande e encorpada cortina de tecido aveludado em tom dourado ou ocre estende-se verticalmente ao centro-fundo.
* **Equipamentos:** Uma fita de isolamento preta com pedestais delimita o espaço do palco. No chão, em primeiro plano à esquerda, há um monitor de retorno preto inclinado para cima voltado para as autoridades. Um pequeno retorno de som de piso (caixa acústica) está posicionado próximo à base do telão.
Iniciativa busca alinhar desenvolvimento regional à neutralidade de carbono e prevê reconversão econômica – Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema

Para a titular da Sema, Marjorie Kauffmann, o plano representa um avanço estratégico para o Estado e está alinhado às metas de redução das emissões de gases de efeito estufa assumidas pelo governo.

 “Estamos conduzindo uma transição responsável e planejada, criando condições para uma mudança energética com base técnica, governança robusta e instrumentos de financiamento, garantindo previsibilidade, proteção social e desenvolvimento regional sustentável. O Rio Grande do Sul está comprometido com os objetivos do Acordo de Paris e com a construção de uma economia de baixo carbono. Nosso principal compromisso com o PTEJ-RS é assegurar que essa transformação, especialmente em uma região singular do Estado, ocorra de forma justa, protegendo trabalhadores, gerando novas oportunidades e garantindo que os impactos sejam geridos de maneira equitativa e inclusiva”, destacou Marjorie.

Estrutura e diretrizes do plano

O PTEJ-RS está estruturado em cinco eixos estratégicos: energia, meio ambiente, pessoas, economia e governança. Ao todo, reúne 20 objetivos e 93 ações, com a participação de 12 secretarias estaduais. Entre as principais diretrizes estão a recuperação de áreas degradadas pela mineração e a diversificação da economia regional.

A iniciativa integra o ProClima 2050 e está alinhada às metas estaduais de redução de emissões de gases de efeito estufa e de neutralidade de carbono até 2050, além de dialogar com outras políticas públicas e iniciativas internacionais voltadas à agenda climática.

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Governança e implementação

A execução do plano contará com uma estrutura de governança composta por câmaras técnicas, grupos de trabalho e um comitê de implementação e monitoramento, coordenado pela Sema em conjunto com um grupo intersecretarial. Também está prevista a criação de um Fundo Estadual de Transição Energética Justa e a adoção de mecanismos contínuos de avaliação por indicadores.

As ações estão organizadas em três horizontes temporais. No curto prazo (2026–2030), o foco será no início da reconversão econômica, na proteção de renda e na implementação de projetos-piloto. No médio prazo (2030–2040), estão previstas a expansão de cadeias produtivas sustentáveis e a requalificação profissional em larga escala, além da preparação para o encerramento de contratos ligados à atividade carbonífera. Já no longo prazo, até 2050, a meta é consolidar uma economia regional diversificada, inovadora e sustentável, alinhada à neutralidade de carbono.

Ações estratégicas

Entre as principais ações previstas estão o incentivo à geração de energia renovável, como solar, eólica e biomassa; a promoção da geração distribuída como alternativa de renda; a recuperação ambiental de áreas degradadas e o estímulo à economia circular.

No eixo social, o plano contempla medidas de apoio a trabalhadores impactados, programas de qualificação e requalificação profissional e iniciativas de valorização da identidade cultural das regiões. Já na economia, o plano aposta na diversificação produtiva, com fortalecimento de cadeias como a agroindústria, o turismo, a vitivinicultura, a olivicultura e novos materiais sustentáveis.

Com o PTEJ-RS, o Estado busca não apenas reduzir emissões, mas promover uma transformação econômica e social duradoura, alinhada às demandas globais de sustentabilidade e às necessidades das comunidades locais.  Com informações do Palácio Piratini

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